CONFLITOS ORGANIZACIONAIS E O COACHING
Em comunidade, convivemos e
nos relacionamos com pessoas de características diversas, podemos citar
princípios, valores, formações e experiências, por isso, é necessário estar
preparado para possíveis desacordos. Numa sociedade estável, estagnada e sem
avanços, dificilmente surgirá conflito, por mais que seja comum nas relações em
que pessoas interajam. No entanto, com a globalização, em tempos de constantes
mudanças, as divergências vêm à tona com certa frequência.
O ser humano busca, desde a
criação até seu desenvolvimento, organizar-se em sociedade para defender suas
necessidades e interesses a fim de perpetuar sua espécie. Esses embates de
interesses, distinções de necessidades e opiniões são denominadas conflitos.
Eles fazem parte do processo de evolução do indivíduo.
Os relacionamentos
interpessoais são essenciais em todos os campos da vida, até mesmo para o
desenvolvimento pessoal, mas podem apresentar complexidades quando expostos à diversidade existente em
grupos familiares, sociais ou organizacionais. Cada indivíduo possui sua
singularidade em ser, agir, pensar, nos costumes, opiniões, e interesses que,
quando manifestados a outros seres com suas peculiaridades, pode acabar
ocorrendo choque entre as ideias. Essa convivência poderá render novas
descobertas e novos conhecimentos. Entretanto, a demasia de variedade
ideológica pode acarretar em discordâncias, provocando as desavenças.
Chiavenato (2004) alega que o
conflito surge quando um indivíduo ou grupo se depara com um problema de
decisão entre duas alternativas incompatíveis entre si, ou adota uma e se
contrapõe à outra ou vice-versa.
Em todos os campos sociais
onde haja interação de organismos vivos, haverá alguma situação conflituosa.
Trazendo para o contexto organizacional, onde essas ocorrências podem afetar
imediatamente seu funcionamento, o ideal é que exista sempre um bom
gerenciamento das partes com interesses distintos, para que os relacionamentos não
acarretem impactos negativos junto a empresa. A medida em que as pessoas se
integram nas organizações, são expostas à novas culturas e possíveis críticas
ou desacordos.
As empresas têm como finalidade
precípua colaborar com os propósitos de uma pessoa ou grupo para, então,
alcançarem o que almejam como organização. Assim como indivíduos têm suas
limitações e, por esse motivo, é indispensável que cooperem entre si para que
alcancem os objetivos propostos ao grupo que, individualmente, não conseguiriam
alcançar.
Conflitos são característicos
das relações humanas e saber negociá-los pode ser decisivo para a resolução dos
possíveis problemas causados por eles. Essa negociação requer inteligência
emocional para lidar com a instabilidade numa perspectiva de insatisfação, bem
como sensibilidade para identificar e desfrutar as oportunidades que serão
geradas pelo evento.
Chiavenato (2014) diz que, “em
geral, o conflito envolve o uso de poder no embate, ou seja, nas disputas
acerca os interesses contraditórios e em choques”. Ele não é um caso efêmero,
não surge do nada, leva tempo até seu desdobramento. Conforme o conflito vai
ganhando força, poderá obstruir o progresso e evolução da empresa, impedindo o
seu desenvolvimento. É esse o momento exato de agir sobre ele e trata-lo utilizando
a melhor estratégia para que não afete negativamente o comportamento
corporativo.
Ainda de acordo com Chiavenato
(2014), é por essa razão que as empresas estão adotando novos conceitos sobre
dirigir pessoas. O coaching tem suas raízes na filosofia grega, quando era praticado
por Sócrates (470-399 a.C.), que organizava encontros com seus discípulos para
tratar de assuntos filosóficos e existenciais, induzindo-os ao pensamento e
mudanças comportamentais. Neste processo, o profissional de coaching (coach)
estabelece um compromisso de apoio e auxílio ao seu cliente (coachee),
conduzindo-o à aprendizagem e propondo desafios a fim de que alcance
determinado objetivo. O coach é mais que um líder, pode ser também um
preparador, orientador e treinador de pessoas, dando-lhes direção, ou um
criador, impulsionador de talentos.
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
- CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.
- KRAUSZ, Rosa R. Coaching executivo: a conquista da liderança. São Paulo: Nobel, 2007.
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